Em 30 de junho de 2026, a TML (Transportes Metropolitanos de Lisboa) datou o relatório do desempenho sumário do serviço público de transporte de passageiros na Área Metropolitana de Lisboa (AML) relativo a 2025. O documento responde ao artigo 7.º, n.º 1, do Regulamento (CE) n.º 1370/2007 e ao artigo 18.º-A, n.º 1, do Regulamento da AMT n.º 430/2019, e inclui secções sobre regularidade e pontualidade. Para um operador, a pergunta prática é: que dados de exploração sustentam estes indicadores, e quanto trabalho manual custa reuni-los?
O que é o relatório de desempenho de 2025 da AML e quem o produz?
O relatório tem a referência TML-2026-REL-00002-EP, DEP, e foi emitido pela TML. Segundo o próprio documento, publicado no sítio da Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT), o seu objetivo é responder às obrigações do Regulamento (CE) n.º 1370/2007 e do Regulamento da AMT n.º 430/2019, na redação dada pelo Regulamento n.º 273/2021.
A AML tem 18 municípios e 3 002 km². Segundo o relatório, em 2025 operavam na área vinte empresas, entre elas a Carris Metropolitana, com quatro contratos. Este contexto explica porque o tema interessa a quem gere um SAE: o relatório consolida informação de muitas origens, e uma parte vem dos operadores.
Que números reúne o relatório sobre a oferta e a procura?
Os dados abaixo são do relatório, para 2025:
| Indicador (2025) | Valor | Variação face a 2024 |
|---|---|---|
| Circulações totais | 11 464 211 | -0,7 % |
| Circulações rodoviárias | 10 425 566 (cerca de 91 % do total) | -0,8 % |
| Veículos-km rodoviários | 142 708 342 | +1,7 % |
| Passageiros transportados, modo rodoviário | 350 791 milhares | +5,7 % |
O relatório indica ainda que foram carregados 13 267 644 passes, mais 7,6 %, e que o passe jovem gratuito representou 4 836 612 desses carregamentos, mais 36,0 %. Segundo o mesmo documento, os valores de passageiros resultam de validações do sistema de bilhética, que não captam a fraude.
Estes números mostram a escala do que tem de ser reconstituído todos os anos: milhões de circulações, mais de 140 milhões de veículos-km rodoviários e mais de mil linhas, divididas por contratos e por operadores.
Que indicadores de qualidade de serviço inclui o relatório?
O relatório inclui secções dedicadas a vários temas de qualidade e de exploração: índice de regularidade (secção 3.6.1), índice de pontualidade (secção 3.6.2), satisfação dos clientes (3.6.3), reclamações (3.6.4), atendimento ao público (3.6.5) e acidentes rodoviários (3.6.6). A frota é tratada na secção 3.4 (material circulante).
Os valores dos índices de regularidade e de pontualidade não são reproduzidos neste artigo. O que importa para o operador é a natureza destes indicadores: dependem de saber, viagem a viagem, quando o autocarro passou e quando devia ter passado.
De onde vêm os dados que alimentam o relatório?
Segundo o relatório, a informação provém de várias fontes: os dados do exercício anual remetidos pelos operadores, os dados de vendas transmitidos pelos operadores à TML, as validações do sistema de bilhética, o INE e o IMT.
O relatório descreve ainda ferramentas da própria TML. Uma plataforma central de gestão integrada. Uma API embarcada, chamada APEX, ainda em instalação e teste. E a plataforma aberta GO, para acompanhar a exploração, o planeamento e a informação em tempo real dos quatro contratos da Carris Metropolitana.
A mensagem para o operador é que a autoridade dispõe de ferramentas próprias para acompanhar a exploração. Quanto mais estruturados forem os dados que o operador entrega, menos tempo gasta em reconciliações.
Porque é que os dados do SAE contam para este tipo de relatório?
Um índice de regularidade e um índice de pontualidade só se calculam bem com registos fiáveis de passagem por viagem. Um operador que depende de folhas de cálculo preenchidas a posteriori terá dificuldade em reconstituir o que aconteceu há meses, e em explicar uma diferença entre o seu número e o da autoridade.
Esta é a mesma lógica discutida no artigo Autoridades de transporte e SAE: o que a AMT apurou, em que a AMT, ao supervisionar seis autoridades de transporte, apurou que a maioria segue os contratos em Excel. Os dois textos tratam de coisas diferentes: aquele descreve a supervisão das autoridades pela AMT; este descreve o relatório de desempenho de uma autoridade e o que ele pede aos operadores.
Um SAE regista o que acontece em cada circulação, e é a partir desse registo que se calculam indicadores por linha e por período.
O que deve o operador preparar antes do próximo relatório?
Esta lista é uma sugestão de trabalho, não um requisito oficial:
- Alinhar as definições. Confirmar com a autoridade como são definidos regularidade e pontualidade no seu contrato, e usar a mesma definição nos relatórios internos.
- Garantir a associação veículo-viagem. Cada circulação deve ficar ligada à viagem planeada, ao veículo e ao motorista.
- Conservar o histórico. Manter os registos de passagem acessíveis para o período completo a reportar.
- Reconciliar em contínuo. Comparar mensalmente os quilómetros e as circulações do SAE com os dados de faturação e de contrato, em vez de o fazer uma vez por ano.
- Documentar as exceções. Registar desvios, supressões e avarias com a sua causa.
- Dar acesso à autoridade quando previsto. Se o contrato o permitir, facilitar o acesso a dados de exploração em formato estruturado.
Como se liga isto à plataforma Pysae?
O módulo Pysae Operations inclui um mapa em direto com atrasos, avanços e regularidade das linhas, e alertas e incidentes com escalada imediata. Do lado da frota, o módulo Pysae Fleet gera automaticamente relatórios de pontualidade, quilometragem e tempos de percurso, e lê do veículo o conta-quilómetros, o motor, o consumo e os códigos de avaria, sem equipamento adicional. São funções que se aplicam ao tipo de dados descrito acima, sem que isto signifique que substituem o processo de reporte de cada autoridade.
Quando faz sentido pedir uma demonstração?
Se o seu operador reconstitui indicadores à mão no fim do ano, ou se quer saber que registos o SAE deve conservar para responder a uma autoridade, uma demonstração ajuda a ver como a supervisão e os relatórios se ligam. Pode pedi-la através do botão de pedido de demonstração do sítio.
Perguntas frequentes
O que é o relatório do desempenho sumário da AML?
É o relatório da TML sobre o serviço público de transporte de passageiros na AML em 2025, datado de 30 de junho de 2026, que responde ao artigo 7.º, n.º 1, do Regulamento (CE) n.º 1370/2007 e ao artigo 18.º-A, n.º 1, do Regulamento da AMT n.º 430/2019.
Que indicadores de qualidade inclui?
Inclui secções sobre índice de regularidade, índice de pontualidade, satisfação, reclamações, atendimento, acidentes rodoviários, além de dados da frota e da oferta e procura.
Os operadores têm de entregar dados à TML?
Segundo o relatório, uma parte da informação vem de dados do exercício anual remetidos pelos operadores e de dados de vendas transmitidos pelos operadores à TML. As obrigações concretas de cada operador dependem do respetivo contrato.
Um SAE substitui o reporte à autoridade?
Não. O SAE fornece os registos de exploração; o formato e o calendário do reporte são definidos pela autoridade e pelo contrato.
Que parte do relatório é mais difícil de reconstituir sem um SAE?
Os indicadores que dependem de passagens viagem a viagem, como a regularidade e a pontualidade, porque exigem registos fiáveis do que aconteceu em cada circulação.
Fontes: TML, Relatório do desempenho sumário relativo ao Serviço Público de Transporte de Passageiros na Área Metropolitana de Lisboa de 2025 (referência TML-2026-REL-00002-EP, DEP, 30 de junho de 2026), publicado em amt-autoridade.pt.